domingo, 18 de março de 2012

O que são os cancioneiros?

             As cantigas, a priori, eram transmitidas oralmente e devido a isto acabava desaparecendo com o passar dos anos, sobretudo antes de 1198. Paulatinamente, a fim de avivar a memória incapaz de decorar várias composições, as letras passaram a ser transcritas em pequenos cadernos, e a posteriori com o objetivo de preservá-las definitivamente contra qualquer extravio, foram postas em cancioneiros, isto é, coletâneas de canções, sempre por ordem e graça de um mecenas, sobretudo o rei.



Somente chegou aos dias de hoje três cancioneiros convencionalmente nomeados de: Cancioneiro da Ajuda, Cancioneiro da Biblioteca Nacional e Cancioneiro da Vaticana. O nome destes cancioneiros devem-se aos nomes das bibliotecas onde as mesmas podem ser encontradas.

  • Cancioneiro da Ajuda composta no reinando de D. Afonso III precursor do governo de D. Dinis(Rei-Trovador) o que acaba por não encontrar escritos deste último; contém 310 cantigas, quase a maioria de amor; Cancioneiro este rico em iluminuras (figuras ilustrativas).

  • Cancioneiro da Vaticana( nomeado por ter sido achado na Biblioteca do Vaticano, em Roma), inclui 1205 cantigas de escárnio, de maldizer, de amor e de amigo. Inclui composições de D. Afonso III e de D. Dinis.

  • Cancioneiro da Biblioteca Nacional( ou de Colocci-Brancutti; os dois possuidores deste cancioneiro) este é o mais completo dos cancioneiros trovadorescos. Neste, inclui em seu interior, cerca de 1647 de todos os tipos. Englobando produções pertencentes tanto ao reinado de D. Afonso III como a de D. Dinis também. Além disso, é o único cancioneiro que traz, nas suas páginas, um tratado de poética: a "Arte de Trovar" (ou "Arte de Trobar", ou ainda, "Poética Fragmentária".



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